Quando esquecemos Dele

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O livro repete muitas vezes que quando o povo clamar, Deus não vai atender. Parece cruel para um Deus de amor e misericórdia, né? Mas na verdade não. No capítulo 11 de Jeremias, Deus fala que o povo não o ouviu, se esqueceu da aliança que tinham feito e ainda seguiram o seu próprio coração “duro” (vs. 8). É interessante notar como as pessoas esquecem das coisas que Deus faz. Por isso achamos cruel quando ele diz para o profeta Jeremias que não ia mais atender a voz do povo. Mas esse povo que estava servindo a outros deuses era o mesmo povo que presenciou o milagre do mar vermelho de abrindo, das pragas do Egito… O êxodo. A aliança de Deus, o cuidado de dia e de noite. Mas tudo isso estava em um passado tão distante para Israel e Judá agora que parecia somente uma boa história. Seguiram o coração duro que tinham.

E, vou abrir um parênteses aqui muito importante. A bíblia diz em provérbios 23:19 (quem escreveu provérbios foi o sábio Salomão inspirado com sabedoria divina) que devemos GUIAR o nosso coração pelo caminho bom, e não SEGUIR o nosso coração. Fechando parênteses.

No verso 14 de Jeremias 11 Deus diz: “E você, Jeremias, não ore em favor deste povo nem ofereça súplica ou petição alguma por eles, porque eu não ouvirei quando clamarem a mim na hora da desgraça”. Deus não deixou de ouvir o povo porque Ele é mau, mas porque isso foi o que o próprio povo escolheu. Como assim? Bem, eles estavam servindo deuses. Estes deuses eram feitos por eles mesmos, não tinham folego de vida, nem ouvidos, nem poder algum. Inclusive Deus bate muito nessa tecla todos os capítulos até aqui onde paramos para refletir. O povo escolheu servir o nada, então receberia nada. Plantou nada, colheria nada. A consequência do pecado de se esquecer de Deus, de negar a Deus e de trocá-lo por outros deuses é isso, nada.

Depois de todo o discurso de Deus, Jeremias diz que o Senhor dos exércitos é justo juiz que prova o coração e a mente (vs 20). Hoje em dia, na nossa cultura brasileira pelo menos, não somos acostumados a ter deuses de madeira, pedra ou qualquer coisa assim. Não temos um “Baal” para fazer sacrifícios, porque sabemos que isso leva a nada. Mas a idolatria ainda é presente, com outra roupagem. Para quem ou o que estamos oferecendo nossos bens? A quem ou o que confiamos o que temos, gostamos e amamos? Nos lembramos de Deus e das coisas que Ele fez por nós no passado? Conseguimos ver ou estamos suscetíveis a ver o que ele faz por nós hoje? Temos que parar de plantar nada para colher nada quando temos um Deus que se entregou por inteiro para que nós tivéssemos vida plena e em abundância.

No capítulo seguinte, Jeremias 12 verso 15, Deus diz: “terei compaixão novamente…”. Mesmo quando o ser humano desiste de Deus, Deus não desiste do ser humano. Não é a criatura que vai ate o Criador, mas o Criador sempre está em busca dessa criatura com paciência, persistência e misericórdia. Trazendo tudo isso a luz, resta a pergunta: ainda serviremos os deuses de hoje em dia que não levam a nada porque a essência deles é nada ou serviremos a um Deus justo e fiel que nos leva a plenitude de sua graça porque sua essência é amor? Essa escolha, essa resposta, será refletida em cada pensamento, palavra e ação dos nossos dias.

A obediência a Deus é sabedoria e adoração.

 

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