Não furtarás

Anteriormente tivemos uma conversa com um teólogo, um advogado e um psicólogo sobre o mandamento “não matarás” e hoje, apresento a segunda parte, de três.

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Ilustração de Kate Pugsley via Etsy

 

O sétimo mandamento diz apenas com duas palavras uma lei que se seguida e entendida nos fará ter um relacionamento melhor inclusive com nós mesmos.  Estudando mais a fundo, perceba nas linhas conseguintes que o “não furtarás” não acusa somente pessoas que estão na cadeia por roubo.
Aliás para quem ainda não sabe, há diferença entre roubo e furto. Segundo a advocacia, furto é quando você não vê, o contrário do roubo. Se um bandido vai armado a uma loja ele está roubando.Se alguém passa a mão nas moedinhas que estavam em cima da sua cabeceira sem que ninguém tenha visto é furto.
O grande problema do furto está em que a pessoa por muitas vezes não reconhece o erro e por isso não consegue aceita o perdão de Deus. Mas furtar o quê?  O bem alheio, certo. O bem alheio não envolve só riquezas. Mas também o cônjuge e inclusive a liberdade, como foi comentado no post anterior. Seja quem for, ser humano é ser humano e merece ser respeitado. O respeito que damos ao presidente da republica deve ser o mesmo respeito que damos a uma pessoa de cargo inferior. O bem alheio envolve o cargo que talvez muitos queiram ter e fazem de tudo para conseguir.

Filipenses 2:3,5 – Nada façais por partidarismo ou vangloria, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo … Tende em vós outros o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.

Toda essa quebra do sétimo mandamento se resume no egoísmo do ser humano.  Essa sede de ser o primeiro, de querer ser maior, de ter a felicidade do outro. Furto não vai lhe trazer felicidade alguma. Roubo também não. Aliás o roubo é igualmente pecado. Tudo o que as pessoas tem é um presente de Deus. É porque elas se esforçaram por ter. Como a escritora norte-americana Ellen G White diz, o sucesso vem do esforço humano com a ação divina. Se você der o seu melhor, Deus vai te recompensar com o que você precisa, não com o que você quer. Você talvez precise de um carro, mas não precisa ser aquele que você viu “largado” na esquina enquanto o dono conversava desconcentrado. Deus sabe o tempo certo das coisas.
Devemos ficar felizes com as bençãos que Deus dá aos nossos irmãos e devemos estar dispostos a ser o segundo lugar. Não sejamos altruístas, mas procuremos ter o mesmo sentimento de João Batista que disse “convém que ele cresça e eu diminua“. Devemos colocar a glória em Deus e não em nós mesmos, ter humildade. Reconheça o seu valor e o valor do seu próximo. Assim como Paulo, devemos nos contentar com tudo.

* Debate atualizado do dia 30 de Novembro de 2013, com André Lopes (psicólogo), Edson Pereira (pastor) e Maycoln Camargo (advogado).

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