Não Adulterarás

Esta é a última parte de uma conversa com um teólogo, um advogado e um psicólogo sobre três dos dez mandamentos. O primeiro debate foi sobre “Não matarás” e o segundo “não furtarás“. Agora, você acompanha o oitavo mandamento.

 

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Ilustração de Amaia Arrazola

Este é o último post sobre o debate que aconteceu na IASD Santa Efigênia. O oitavo mandamento também começa com um “não”. Vimos anteriormente muitos “nãos”, e isso parece afastar as pessoas por elas pensarem que essa coisa de mandamento, lei, igreja e Deus são coisas quadradas. Mas se você esteve acompanhando desde a primeira publicação do debate percebeu que não é bem assim. E agora o tema é adultério. Será que o adultério é tão abrangente quanto o sexto e sétimo mandamento?

Efésios seis fala que o homem deve amar sua esposa assim como Cristo amou a igreja. O dever do homem é primeiramente amar incondicionalmente e por consequência a esposa será submissa de bom grado.  Se o homem primeiramente amar e conquistar sua mulher, ele sai ganhando. Diz o apostolo Paulo que o amor de Cristo nos constrange. Esse é o tipo de amor que o marido deve ter com a esposa. Um amor que ela não tenha como retribuir. E essa tarefa não é fácil! Amar com todos os defeitos sejam eles físicos, emocionais, característicos… Um amor puro. Porém, nós somos humanos e sabem que nosso amor não é tão puro assim.

O problema do adultério é infidelidade. Infidelidade essa que é um traço marcado no caráter, a falta de compromisso. Alguém que é fiel com Deus, com o trabalho e afins é mais provável que seja fiel nos seus relacionamentos e especialmente nesse âmbito de casamento. Mas uma questão interessante de se levantar sobre o oitavo mandamento, é que há uma falha em ambos os lados. O adultério vem da carência que a pessoa sente, então talvez o seu cônjuge esteja se esquecendo de prestar atenção, carinho e cuidado. Mas isso é uma possibilidade, não uma regra. É preciso ter sinceridade e a tão famosa DR que oh homens detestam, mas é necessário para entenderem melhor um ao outro e poderem crescer juntos.

Mas esse mandamento não é só para casados ou para quem chega a ter o ato de adultério físico. Há também o adultério “mental”, se assim podemos chamar. Um simples olhar malicioso já é adultério. Tanto homens quanto mulheres podem ser culpados por tentar ou por ceder a alguma tentação. Venhamos e convenhamos, as mulheres sabem o que chama a atenção dos homens, e vice-versa.

O dever de cada um sobre esse mandamento é sempre buscar ser o melhor para o seu marido ou a sua esposa. O importante é estar alerta em como está tratando seu cônjuge e procurar realmente ser sempre melhor, para que ele ou ela não seja tentado a procurar satisfazer suas carências com outra pessoa. A comunicação no relacionamento é de suprema importância e pode evitar muitos desgostos e desprazeres na vida a dois. Comunicação, compromisso, sinceridade, interesse… essas são coisas que nem sempre vão estar presentes, mas devem ser buscadas constantemente por ambos lados.

Em relação a qualquer coisa é importante pensar: “Estou sendo a melhor pessoa que poderia ser?“. A cada dia temos que tentar ser mais parecidos com Jesus. Se seguirmos a Deus seremos plenamente felizes em todo e qualquer tipo de relacionamento.

* Debate do dia 30 de Novembro de 2013, adaptado. Com o pastor Edson Pereira, o advogado Maycoln Camargo e o psicólogo André Lopes.

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