Incompreensível 

 

Ilustração de Kathrin Honesta

A maioria de nós é moralista. Nós olhamos para o que as pessoas fazem e não quem elas são. E quem elas são? E quem consegue responder sobre si mesmo “quem sou“? Nós nos avaliamos pelo que fazemos, fizemos ou deixamos de fazer. Mas não olhamos para nós na maioria das vezes. Se formos aplicar à risca nossa lei moralista, somos todos criminosos, perversos e maus. Embora essa fosse mesmo nossa realidade, nós somos mais do que nossas ações, porque nossa moral jamais compreenderá a imensidão e a profundidade da graça. A graça é algo que nós não compreendemos moralmente, porque não tem sentido dar como justo o injusto, como certo o errado. Essa oportunidade ao inoportuno é a oferta de salvação de Jesus Cristo por todos nós. Ele sentiu o peso de tudo o que fizemos, fazemos e deixamos de fazer, e mesmo assim Ele não julgou nosso caso como perdido. Por outro lado, ele jogou nossos pecados nas profundezas do mar e a sua graça transbordou em nós e nos afoga todos os dias se estivermos dispostos a receber o imenso e profundo mar da misericórdia e da graça de Deus, incompreensível. Complexo, mas simples: nós temos que nos afogar na graça de Deus voluntariamente, porque é um presente. A graça é pra quem não merece, porque quem merece dá a graça.

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